É de fundamental importância que seja realizada a refrigeração das amostras. Os tipos de frascos
mais utilizados no armazenamento de amostras são os de plástico, vidro borossilicato e do tipo
descartável; sendo estes últimos empregados quando o custo da limpeza torna-se muito oneroso. A
limpeza de frascos e tampas é de suma importância para impedir a introdução de contaminantes nas
amostras.
Vidro (Borossilicato)
- ✔ Inerte (exceto alcalinidade forte)
- ❌ Peso elevado
- ❌ Fácil ruptura
- ✔ Esterilização a vapor
Plástico (Polietileno)
- ✔ Inerte (exceto pesticidas, óleos e graxas)
- ✔ Leve
- ✔ Mais resistente
- ⚠ Apenas alta densidade esterilizável
UIDADOS GERAIS:
1 – As amostras não devem incluir partículas grandes, detritos, folhas ou outro tipo de material
acidental;
2 – Para minimizar a contaminação da amostra convém recolhê-la com a boca do frasco de coleta
contra a corrente;
3 – Coletar volume suficiente de amostra para eventual necessidade de repetir alguma análise de
laboratório (de 1,5 a 2 L);
4 – A parte interna dos frascos e do material de coleta, assim como tampas, não podem ser
tocadas com a mão ou ficar expostos ao pó, fumaça e outras impurezas (gasolina, óleo, e fumaça
de exaustão de veículos podem ser grandes fontes de contaminação de amostra). Recomenda-se,
portanto, que os coletores mantenham as mãos limpas ou usem luvas plásticas (cirúrgicas e não
coloridas) e não fumem durante a coleta das amostras;
5 – Imediatamente após a coleta, as amostras devem ser colocadas ao abrigo de luz solar;
6 – As amostras devem ser acondicionadas em caixa de isopor com gelo;
7 – Registrar todas as informações de campo como:
Identificação do ponto de amostragem e sua localização (profundidade);
Data e hora de coleta;
Tipo de amostragem (efluente industrial, água de rio, potável, poço, etc.);
Condições meteorológicas nas últimas 24 horas, como chuvas;
Nome do responsável pela coleta, endereço e telefone.
Para sistema de distribuição de água para consumo humano:
1 – Verificar se o ponto de coleta recebe água diretamente do sistema de distribuição e não de
caixas, reservatórios ou cisternas;
2 – A torneira não deverá ter aeradores ou filtros, nem apresentar vazamentos de água;
3 – Inicialmente abrir a torneira e deixar escoar a água por 2 a 3 minutos, ou o tempo
suficiente para eliminar impurezas e água acumulada na canalização;
4 – Caso seja necessário, utilizar uma solução de hipoclorito para eliminar qualquer tipo de
contaminação externa;
5 – Remover completamente o hipoclorito antes da coleta;
6 – Abrir a torneira a meia seção (fluxo pequeno e sem respingos) por 2 minutos;
7 – Remover a tampa do frasco conjuntamente com o papel protetor, com todos os cuidados de
assepsia, evitando contaminação da amostra pelos dedos, luvas ou outro material;
8 – Para amostras de água contendo cloro, os frascos devem conter inibidor de cloro.
9 – Segurar o frasco verticalmente, próximo á base e efetuar o enchimento, deixando um espaço
vazio de aproximadamente 2,5 a 5,0 centímetros do topo, possibilitando a homogeneização;
10 – Fechar o frasco imediatamente após a coleta, fixando bem o papel protetor ao redor do
gargalo e trazer ao laboratório sob refrigeração.
EM POÇOS FREÁTICOS:
1 – Em poços equipados com bombas manuais ou mecânicas, bombear a água durante aproximadamente 5
minutos;
2 – Realizar desinfecção da saída da bomba com hipoclorito;
3 – Deixar a água escorrer novamente antes da coleta de amostra;
4 – Remover a tampa do frasco conjuntamente com o papel protetor, com todos os cuidados de
assepsia, evitando contaminação da amostra pelos dedos, luvas ou outro material;
5 – Segurar o frasco verticalmente, próximo á base e efetuar o enchimento, deixando um espaço
vazio de aproximadamente 2,5 a 5,0 centímetros do topo, possibilitando a homogeneização;
6 – Fechar o frasco imediatamente após a coleta, fixando bem o papel protetor ao redor do
gargalo e trazer ao laboratório sob refrigeração.
7 – Em poços sem bomba, a amostragem deixa de ser feita diretamente no poço, utilizando um
recipiente esterilizado (passar álcool em baldes);
8 – Não retirar amostras da camada superficial da água, evitando a contaminação com espuma ou
com outro material das paredes do poço.
ÁGUAS SUPERCIAIS:
Amostras coletadas diretamente de um corpo receptor:
1 – Procurar evitar a coleta de amostras em áreas estagnadas ou em locais próximos ás margens;
2 – Com todos os cuidados de assepsia, remover a tampa do frasco juntamente com o papel
protetor;
3 – Com uma das mãos, segurar o frasco pela base, mergulhar rapidamente o frasco com a boca para
baixo, de 15 a 30 centímetros abaixo da superfície da água, para evitar a introdução de
contaminantes superficiais;
4 – Direcionar o frasco de modo que a boca fique em sentido contrário á correnteza;
5 – Se o corpo de água for estático, deverá ser criada uma corrente superficial, através da
movimentação do frasco na direção horizontal (sempre para frente);
6 – Inclinar o frasco lentamente para cima, a fim de permitir a saída de ar e subsequente
enchimento do mesmo;
7 – Retirar o frasco do corpo d’água, desprezar uma pequena porção da amostra, deixando um
espaço vazio suficiente que permita a homogeneização da amostra para análise;
8 – Fechar o frasco imediatamente, fixando o papel protetor ao redor do gargalo e trazer ao
laboratório sob refrigeração.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CETESB, 1987. Guia de coleta e preservação de amostras de água. 1ª ed. São Paulo, 155p.